sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Retrospectiva- Entrevista-2011 Jornal Páginas




Vinicius Diniz MayrinkVinicius Diniz Mayrink, bacharelado em Estatística pela UFMG, mestre pela UFRJ e doutorado pela Universidade de Duke, (Carolina do Norte, Estados Unidos). Nascido em 1981, em Rio Piracicaba, concluiu o ensino primário na escola Murilo Garcia (Samitri), e o ensino fundamental no Colégio Estadual Antonio Fernandes Pinto (Praia).
Vinicius estudou sozinho durante um ano após concluir o segundo grau para ser aprovado em 2001 no vestibular de Estatística da UFMG. Graduado bacharel em 2004, ingressou na UFRJ em 2005, concluindo mestrado no ano seguinte, quando foi convidado a fazer doutorado na universidade de Duke, nos EUA, permanecendo lá de 2007 a abril de 2011. Em setembro deste ano foi aprovado em concurso publico para professor adjunto de Estatística na UFMG, onde deverá começar a lecionar em janeiro de 2012.
Jornal Páginas
– Por que Estatística e o que exatamente é essa área?
Vinícius Mayrink- Escolhi porque gosto de matemática, cada um já sente sua aptidão, e li livros que descreviam os cursos da UFMG, e achei Estatística mais interessante porque liga computação e matemática. È uma ciência exata que busca organizar, descrever, coletar e interpretar dados.
Jornal Páginas – Seus alunos na UFMG serão estudantes de quais áreas?
Vinícius Mayrink – Pode-se dizer que de todas as áreas, como engenharia, medicina,
matemática, e naturalmente Estatística.
Jornal Páginas - Na sua trajetória como aluno da rede publica de Rio Piracicaba,
algum professor marcou sua historia?
Vinícius Mayrink - Eu não gostaria de citar nomes, mas são vários que tanto no ensino
primário quanto no fundamental me incentivaram e me motivaram a gostar e ter disciplina para estudar. De certa forma me encaminharam na busca de meus ideais.
Jornal Páginas – Como você era enquanto aluno aqui em Rio Piracicaba?
Vinícius Mayrink Disciplinado, respeitava os professores, focado nas aulas e estudava
também em casa. Enfim, era um aluno dedicado.
Jornal Páginas -Na sua passagem pelos EUA, como foi a questão do custo financeiro?
Vinícius Mayrink – Pelo meu currículo como aluno da UFMG e URFJ fui com bolsa
integral. Fui convidado pela Universidade de Duke, através de avaliação de meu histórico como estudante. Além disso, após o convite passei por duas provas lá em Duke, para obtenção final da bolsa.
Jornal Páginas - A sua volta ao Brasil, foi opção sua ou foi conseqüência do fim de sua bolsa?
Vinícius Mayrink - Existia a possibilidade e até o incentivo de professores de Duke para que eu ficasse de vez nos EUA, mas já saí daqui sonhando em voltar e ser professor na UFMG, e também pela proximidade e convivência com minha família, que é algo que eu prezo muito.
Jornal Páginas –Essa sua decisão também significa acreditar no Brasil?
Vinícius Mayrink - Sim, sempre passou pela minha cabeça usar tudo que aprendesse para fortalecer a Estatística no Brasil.
Jornal Páginas-Alguma mensagem para os alunos de Rio Piracicaba?
Vinícius Mayrink - Acreditem que vocês podem ter um bom futuro e alcançar o objetivo que vocês tiverem em mente, basta se esforçarem e dedicarem-se aos estudos.
Porque estatisticamente quem não é bom de bola ou um grande cantor se quer melhorar de vida o melhor caminho é estudar.

Henrique do AsiloHerique Dias Barcelos, residente do asilo Padre Pinto há 34 anos, é presidente da Sociedade São Vicente de Paula e da Pastoral Carcerária. Henrique é uma referência na cidade e na região quando se trata de trabalho em prol do ser humano de forma despreendida e puramente por caridade.Jornal Páginas – Você nasceu onde?
Henrique - Nasci numa roça perto de São Domingos do Prata, já nasci com deficiência.Sem condições de andar e naquela época não tinha medico. Até os 3 anos
meu corpo era todo mole, nem sentado dava para me colocar. Eu fui melhorando aos
poucos sem nem saber como. Mas depois as exigências pessoais me faziam pensar muito, e quando eu tinha 12 anos via meus irmãos indo pra roça ajudar meu pai e ficava pensando, será que eu não sirvo pra nada?
Jornal Páginas - Sua família era grande?
Henrique - Oito irmãos. Eles na roça e eu então arrumei umas ferramentas de marceneiro, desse jeito que você está me vendo, eu já manobrei plaina, enxó, serrote... aquela mesa ali no canto( mostrando uma mesa no canto do quarto), é serviço meu, cama fiz umas seis, fiz cadeira, oratórios.
Jornal Páginas - Na época você tinha mais mobilidade? Isso com 12 anos?
Henrique - Um pouco mais, e mais destreza na cintura. No começo meus irmãos não queriam me ver com ferramentas, medo que eu me machucasse, aí eu trabalhava escondido... Depois gente de fora começou a passar e elogiar meu serviço, e as palavras dessas pessoas me ajudou muito.
Jornal Páginas - E sua mãe?
Henrique - Ela morreu quando eu tinha 06 anos e 10 meses. Uma irmã mais velha e meu pai eram quem cuidava de mim. Quando eu tinha 16 anos meu pai faleceu, então
fui morar com minha irmã, fiquei até os 26, mas não dava muito certo com meu cunhado, então fui morar com um tio no Prata, ficamos lá até eu fazer 29 anos, quando mudamos para Rio Piracicaba, morei com ele até que ele morreu, eu tinha 42 anos, e
ele foi igual meu pai para mim.
Jornal Páginas - E ele tinha outros filhos?
Henrique - Sim meus primos, nos dávamos bem, eu também os ajudei com palavras
e sei que foram importante para eles.
Jornal Páginas - E depois da morte do seu tio?
Henrique - Eu escolhi vir para o asilo, meus primos queriam que eu fosse morar com
eles, mas eu fiz a escolha.
Jornal Páginas - E aqui começou a se envolver em serviços comunitários?
Henrique- Sim, trabalhei com grupos de jovens, depois a Sociedade São Vicente de Paula.
Jornal Páginas - E sua relação com Deus?
Henrique - Quando eu estava com 19 anos, chegou a minhas mãos um livro da imitação de Cristo. Eu comecei a ler e a meditar, e fui entendendo como Deus fala com nossa alma, e nossa alma fala com Deus. Se agente abre espaço na mente Deus entra e aprendemos muito.
Jornal Páginas – Você está dizendo que Deus fala diretamente com a gente?
Henrique - Sim Betão, quando agente abre nosso coração Deus nos toca de forma
direta, e é "Ele" mesmo que nos guia e mostra o verdadeiro caminho. Deus não precisa
mandar recado, quando agente abre o coração vê que o verdadeiro guia está dentro de nós mesmos, aí não precisamos de ninguém nos dizer o que devemos fazer, ou qual é
a vontade de Deus para nós, porque Deus mesmo fala em nosso coração. E Deus não
nos obriga ou impõe nada, Jesus dizia depois de fazer um milagre que foi a fé da pessoa,
assim Deus não manda fazer sacrifício, Ele ensina dentro do coração da gente.
Jornal Páginas - E como é sua participação na comunidade?
Henrique - Hoje eu participo muito pouco. Tempos atrás eu tinha o Juventino, que
ficou comigo 20 anos, e agora mora com uma filha dele em Monlevade, fizemos uma grande amizade, ele me ajudou muito e eu tentei retribuir com minhas palavras. Não
participo muito porque não tenho quem me leva, eu deixo por conta de Deus. Mas
penso que o importante é fazer a obra de Deus tentando fazer as pessoas redescobrir
Deus dentro delas, aquelas pessoas que estão lá nos cantos das roças, os pequeninos
mais esquecidos, hoje todo mundo preocupa mais com obra social, isso é importante,
mas tem diferença entre obra social e obra de Deus, e despertar Deus no coração das pessoas é mais importante, aprender e passar para os outros o que aprendemos.
Porque é um mistério, Deus é um só, mas está uma parte com a gente e uma parte com
o outro, e quando existe solidariedade, ajuda mutua, Deus fica satisfeito, porque dois
amores que não podem andar separados é o amor de Deus e o amor ao próximo.
Jornal Páginas – Você está dizendo que não podemos servir a Deus sem servir
ao próximo?
Henrique - Não podemos servir no egoísmo, precisamos ser humildes para reconhecer
que precisamos da ajuda dos outros e em troca ajudar a quem precisa de nós. O mundo hoje não quer se interessar pelas coisas de Deus, quer se interessar mais pelas coisas materiais, e a obra de Deus é mais espiritual do que material.
Jornal Páginas - E a solidão, você sente?
Henrique - Olha, a solidão já me castigou muito, mas hoje é difícil explicar, mas eu sinto a presença de Deus e fica tudo bem. Eu tenho necessidade da ajuda humana porque Deus já fez tudo assim, um ajudando o outro. A partir do momento em que estamos em total sintonia com Deus a solidão é preenchida, mas precisamos do outro em nossa vida, tanto para receber com humildade quanto para compartilhar o que somos.
Jornal Páginas – Muito obrigado pela entrevista, e que mensagem você deixa
aos nossos leitores?
Henrique - Betão, principalmente que precisamos mostrar para as pessoas que
o reino de Deus está escondido dentro delas, a obra de Deus é mais espiritual do que
material, precisamos mostrar para as pessoas que elas podem desenvolver o reino de
Deus dentro delas e ensinar a outras afazerem o mesmo.

Padre José RicardoNatural de Rio Piracicaba e atualmente é pároco de São Domingos do Prata. Foi ordenado há apenas quatro anos, no entanto já está deixando uma marca definitiva na historia da religiosidade da região e talvez até do Brasil, Padre José Ricardo está construindo um mosteiro em São Domingos do Prata digno de ser comparado aos vistos nos livros de historia ou documentários de televisão. Com muita simplicidade e um profundo carisma ele concedeu uma entrevista ao jornal Páginas.JP- A sua obra engloba fé e ação?
Pe. - Sim, como nos ensina a palavra de Deus, uma fé sem obras é morta, nós devemos unir a Marta e a Maria do evangelho, isto é, aquela que reza e trabalha, pois acredito que
rezar resolve e precisamos ser cristãos que rezam e também realizem as obras a fé.
JP- O que dizer para as pessoas que não fazem obras como a sua?
Pe. -Nem todos são chamados a realizar grandes construções como este mosteiro ou mesmo grandes atos heróicos em nossas vidas, porém assim como um jardim para ser
belo precisa de uma multiplicidade de flores, todas as obras desde as mais pequeninas,
são grandes aos olhos de Deus, pois é a fidelidade a Deus e não o sucesso das obras que nos tornam bons cristãos. Acredito que precisamos resgatar estas pequenas virtudes
no nosso dia a dia, como um sorriso, um muito obrigado, uma gentileza a um idoso, um pedido de por favor, uma palavra que magoaria alguém ser calada na boca, e tantas outras pequenas iniciativas que nos ajudam a nos humanizar verdadeiramente, e isto só
é possível quando saímos de nós para olhar com compaixão, misericórdia e afeto o outro.
JP- Como o senhor vê a busca de Deus no mundo de hoje?
Pe. -Nós vivemos em um mundo em mudança, vivemos numa cultura de consumo e grande individualismo quando o ser humano acaba enxergando-se como o centro do universo, o que não é verdade. Numa grande inversão de valores, com a troca do ser pelo ter, vamos perdendo a simplicidade de nosso olhar para nós mesmos e para a vida, para os acontecimentos. As pequenas verdades pessoais são transformadas por nós em verdades universais, tudo isso provoca cada vez mais um olhar centralizador em nós mesmos. Isso nos leva a buscar a felicidade, o sentido e o significado da vida nas ilusões e somente naquilo que sentimos. Nisto colocamos Deus de lado ou criamos um
Deus ao nosso gosto, à nossa medida. Às vezes quebra galho e milagreiro, conforme nossas necessidades, como por exemplo, podemos ter a tentação de medir a fé pelos milagres ou graças alcançadas, no entanto o grande milagre e a grande graça será purificar nosso olhar, afeito às coisas fáceis e imediatas, para enxergar Deus na rotina da vida, nos dramas humanos, nas doenças, nas relações inter-pessoais e nos acontecimentos comuns do dia a dia. È preciso fé para perceber o dedo de Deus na vida.
JP- Que sentido a expressão "experiência com Deus" tem? O que significa isso?
Pe. -Primeiramente nós só podemos conhecer Deus por analogia, nós não apreendemos
Deus num tubo de ensaio para quimicamente ou biologicamente experimentá-lo ou
esquadrinha-lo numa mesa de cirurgia. Ele sempre é mais, não cabe dentro de nossos
esquemas humanos e por isso sempre nos escapará, isto é, estará sempre a nossa frente.
Dessa forma a experiência que dizemos ter de Deus é sempre aquém do que Ele é, quando Moisés quis que Deus se identificasse Ele respondeu: "Eu sou aquele que sou”. Isto quer dizer que Deus não cabe dentro de nossos esquemas, contudo podemos perceber que é Deus nos aproximando do mistério que Ele é, com simplicidade de coração e de mãos vazias, sem a arrogância e prepotência de nossa inteligência como
sendo absoluta, embora seja verdade também que a inteligência unida à fé nos coloca diante de Deus. A experiência portanto, que é algo tão importante na verificação
da verdade, nós podemos fazer quando amamos como nos ensinou Cristo, pois no amor está Deus e a verdade. Daí podemos afirmar como São João, "Deus é amor".
JP-Qual mensagem o senhor gostaria de deixar para nossos leitores?
Pe. -A felicidade é a grande busca do ser humano, fazemos tudo para conquistá-la, porém ela já está dentro de nós. É preciso atenção e serenidade para percebê-la.
Diria que precisamos voltar a atenção para as coisas essenciais e simples da vida
para redescobrir a verdadeira alegria de sermos presenteados com a vida. A vida é dom e seu valor está em nos tornarmos benção uns para os outros. Esta volta aos verdadeiros
valores pessoais passa por um caminho de disciplina, aceitação de si, da vida e dos outros. O bonito do viver é ser aprendiz e para isso é preciso aceitar-se humano e não um super-herói. A mentalidade de hoje nos faz ver no outro um concorrente, um inimigo, alguém a temer, desconfiar e esconder. O caminho para o verdadeiro bem, amor e alegria, não é reter, acumular, é justamente doar, desprender. Precisamos urgentemente recuperar a simplicidade para não morrermos vitimas de nós mesmos e dos esquemas que criamos em nome de ser feliz. Cristo é e sempre será o caminho  que precisamos passar, a santidade passa pela humanização da pessoa e todos vivemos entre a tensão que existe e existirá entre sermos já santos e também pecadores, somos santos e pecadores e é preciso aceitar isso. Nessa dialética e na busca desse equilíbrio Deus vai nos moldando, nunca sem nosso consentimento, a sermos sua imagem no amor. Só o amor vivido na pratica da vida nos salvará, santificará e nos realizará como filhos de Deus que somos.

Luis Ernesto, jornalista e escritor.Luis Ernesto de Oliveira Guimarães é jornalista e escritor. Com centenas de contos e crônicas publicadas em jornais e revistas mineiras, além de ter atuado por muitos anos em diversos segmentos do mundo jornalístico, Luis Ernesto também traz em sua bagagem profissional a experiência de ser professor universitário.Nascido em João Monlevade no ano de1975, reside em um sitio na zona rural de Rio Piracicaba,lugar escolhido por ele para dar continuidade à sua carreira de escritor.-Por que a opção por Rio Piracicaba?Na verdade eu sempre fui um apaixonado por natureza e faz alguns anos que alimento o projeto de ter um cantinho na roça. Os últimos acontecimentos em minha vida e o fato e eu ter me desligado de algumas de minhas atividades profissionais em João Monlevade me proporcionaram a oportunidade de realizar este sonho e acabei escolhendo um sitio na zona rural de Rio Piracicaba para me estabelecer.
-Você lançou ano passado seu primeiro livro, "Crônicas de um repórter", nele estão registradas quarenta e nove crônicas selecionadas, adotado nesta escolha, uma vez que você tem centenas de textos publicados?
O principal foi abordar temas atemporais, que não são restritos a nossa região e que tratam de assuntos diversos.
-Algumas crônicas suas possuem personagens que você criou, outras personalidades históricas trazidas de forma inusitada do passado para os tempos atuais. Estes personagens seriam artifícios para expor a sua opinião?
Sim, exatamente. Eu sempre gostei de trabalhar com personagens, alguns divertidos, bem humorados. Outros mais dramáticos e realistas. Isso para dar um tom mais ameno no momento de expor o que penso sair do didático e professoral para não cair na armadilha de ser o dono da verdade.
-A experiência em sala de aula influencia seus textos?
Claro, a experiência em todos os segmentos da vida influencia. O cronista tira a essência
de seus textos da vida em si. Seja experiências no trabalho, nas relações pessoais e sociais, no cotidiano.
-Morar em um sitio influencia seus textos?
Sim, de forma intensa e muito positiva. Em todas as ações da vida é fundamental a presença da paz interior e exterior. Em um ambiente rural essa paz é constante. A natureza influencia diretamente na paz interior e a convivência com as pessoas daqui é muito rica e produtiva.
-Essa influencia está no seu segundo livro?
Sim, por se tratar de um livro de contos muitos deles estão ambientados no meio rural.
O livro está recheado de bons causos e personagens interessantes, a aura do meio rural
está de forma inegável presente nele.
-Em que fase está a produção?
Está prestes a ser enviado para a editora. Serão vinte e seis contos ilustrados e, como
já disse, com a presença da influencia do meio rural em alguns, mas há também contos
urbanos. Penso que será um livro sutil e repleto de boas surpresas. Acredito que mais subjetivo e romanceado sem deixar de lado a face opinativa e critica.
-Você busca atingir um publico especifico?
Não, como diz o velho "jargão", acho que meus textos podem interessar a pessoas e de oito a oitenta. Escrevo pensando atingir variadas faixas etárias e segmentos sociais,
e acho que literatura em geral deve ser assim.
- Você escrevepensando eminfluenciar o leitor?
Eu não busco influenciar,opinar sim, mesmo que deforma mais leve e bem humorada
através de personagens.Acho que a influencia é algo natural, caso o texto seja bem escrito, claro, elucidativo e consistente. Escrever é a forma que encontro de expor meu pensamento.
-Finalizando, como é a experiência de ser escritor?
È uma experiência rica e prazerosa antes de tudo. Envolve sentimentos, emoções e sonhos. Principalmente é uma importante forma de dar vazão à sua visão de mundo.
Eu aprecio profundamente toda forma de arte e tenho na literatura uma ferramenta de vida.
As coisas não são fáceis e sem ela ficariam piores. Acho que deveríamos incentivar toda e qualquer produção artística, seja em uma criança ou idoso.

“Tenho na literatura uma ferramenta de vida.”
Luis Ernesto de Oliveira Guimarães




Roberto C. G. Nascimento (Betão).
Jornalista Reg. Profissional
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Vídeo-Batizado de capoeira, Mestre Café



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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vídeo, humor-A história do Mamute



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Ensaio-O caso do Fiscal Federal

O caso do Fiscal Federal
Esse caso quem me contou foi um amigo meu, que é fazendeiro aqui em Rio Piracicaba. Uma tarde ele estava trabalhando em seu curral, humilde, de roupa rasgada, sujo de bosta de vaca, quando um Fiscal Federal chegou, parou o carro federal e desceu. Bem vestido, óculos escuros, cara fechada de Fiscal Federal, disse assim para meu amigo, sem nem ao menos falar um boa tarde:



- Preciso inspecionar sua fazenda para verificar se não tem nenhuma irregularidade ambiental ou sanitária na sua plantação e nos seus animais!



O meu amigo fazendeiro então respondeu:



-Irregularidade seu moço? Que absurdo seu moço! Somos todos gente honesta e trabalhadeira, e só andamos dentro da lei!


E o fiscal, com uma arrogância federal, falou:


-Mesmo assim vou averiguar, é minha obrigação e o senhor está sujeito às penas da lei se dificultar o meu trabalho!



O meu amigo fazendeiro fez uma cara preocupada e disse:


-Sim senhor, mas o senhor espera um pouquinho que eu vou acabar aqui e levo o senhor, só para eu não ter que parar a tirada do leite pela metade.



O fiscal, se sentindo ofendido em sua autoridade federal, e cheio de arrogância e indignação, disse:



-O senhor ainda não sabe com quem está falando? Não sabe que tenho o poder do governo federal comigo?



E, tirando do bolso uma carteira federal mostrou ao meu amigo fazendeiro dizendo:


-Esta carteira me dá autoridade de parar qualquer um, de carro na estrada a qualquer cidadão que eu considerar suspeito, o senhor me respeita ou pode ir até preso.



Meu amigo então humildemente achou prudente não argumentar mais nada e deixar o fiscal fiscalizar sozinho, mas antes fez uma recomendação, quase em tom de aconselhamento:



- Não vai naquele pasto cercado ali não, lá o senhor me chama que eu levo o senhor. E apontou para certa área.



O homem então com um tom ainda mais indignado e ameaçador respondeu assim ao conselho de meu amigo:



- Posso ir onde quero e entrar em qualquer propriedade... Não preciso responder a nenhuma pergunta nem pedir autorização. O senhor não reparou direito na minha carteira com o símbolo federal? Está claro? Fiz-me entender agora?



O meu amigo fazendeiro todo educado pediu desculpas e voltou para o que estava fazendo. Poucos minutos depois ele ouviu uma gritaria e viu o fiscal do governo federal correndo feito um doido para salvar sua própria vida, perseguido pelo boi “Preto Serapião”, o touro reprodutor da fazenda. A cada passo o touro ia chegando mais perto do fiscal, que parecia que seria chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O fiscal corria apavorado, tropeçando todo desengonçado e gritando socorro. O meu amigo fazendeiro, muito mineiramente e muito educado e prestativo, largou suas ferramentas, correu para a cerca e então gritou com todas as forças de seus pulmões:



- A carteira... Mostra a carteira pra ele que ele para!






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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vídeo- turma 300



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